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Discos virtuais: alternativas aos serviços tradicionais

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O que não faltam hoje são alternativas para armazenamento de arquivos na Web. Estes serviços são chamados de discos virtuais, pois com o aumento da velocidade das conexões de Internet associado a softwares para transferência de arquivos, estes espaços de armazenamento podem ser utilizados como se fossem “discos” do computador do usuário.

Entre os serviços mais populares, podemos citar o Rapidshare, Yahoo Porta Arquivos, Files Anywhere, Streamload e InDisk. Porém, cada serviço impõe sua restrição para o uso gratuito como limite máximo da área disponível para armazenamento ou tráfego máximo permitido por mês.

Gmail como disco virtual
O Gmail, serviço de e-mail do Google, com sua oferta atual de 7.5GB e ampla acessibilidade, é também uma boa opção para ser usado como repositório virtual de arquivos. Se o usuário possui, por exemplo, duas contas no Gmail, tem disponível aproximadamente 15GB para armazenamento sem qualquer restrição adicional, algo às vezes difícil de se obter nos serviços tradicionais.

Mas o Gmail oferece serviços de e-mail! Para utilizá-lo como disco virtual, uma dica é utilizar o plugin para Firefox Gspace. O Gspace conecta-se ao Gmail e apresenta uma interface (painel) no navegador da Web que permite tratar o espaço disponível na conta do usuário como se fosse um disco virtual.

Com o plugin, é possível criar pastas e realizar o upload (e download) de arquivos para a conta no Gmail. As pastas e arquivos adicionados ao disco virtual são transformados em e-mails enviados para a conta do usuário. Os e-mails contêm arquivos anexados e metadados que permitem ao Gspace identificar e organizar no seu painel as informações em pastas e arquivos, criando então um disco virtual. Para o usuário, é como se houvesse um HD sempre disponível, mas claro, com as velocidades de transferência inerentes à Web. Podemos dizer que é um HD lento, mas com a vantagem de estar em qualquer máquina com acesso à Internet.

É seguro?
Segurança envolve critérios diversos como disponibilidade, política de backup, privacidade, autenticidade e outros.

Quanto à disponibilidade e backup, certamente o Google possui políticas muito mais rigorosas do que aquelas que os usuários adotam em casa com seus dados, se é que adotam alguma. Já ouviu falar de algum usuário que teve seus e-mails perdidos pelo Google? Mas certamente sabe de alguém que perdeu seus dados porque o HD de sua máquina pifou, não?

Outra questão recorrente quando se utiliza serviços de terceiros para armazenar dados, principalmente na Web, é a privacidade das informações. Uma alternativa para aqueles que desejam utilizar estes serviços mesmo para dados pessoais ou sigilosos é criptografá-los antes de seu armazenamento no disco virtual. Uma boa ferramenta para criptografia dos dados, inclusive com o uso de certificados digitais, é o PGP. Uma versão gratuita para Windows, baseada no OpenPGP e no licenciamento GPL (GNU General Public License), pode ser obtida aqui. O aplicativo permite tanto a criptografia de arquivos como de e-mails.

Outra opção, que já adiciona segurança ao armazenamento de dados na Web, é o repositório de arquivos da Verisign, chamado File Vault. O serviço é mais um disponível no Portal de Identidade Pessoal (PIP) da Verisign, mas para utilizá-lo é necessário adquirir uma credencial da Verisign (cartão, token ou celular) como camada adicional de segurança. Pelo celular, é gratuito, mas não consegui utilizá-lo ainda, pois parece não estar disponível para o Brasil.

Estamos entrando em um novo paradigma, onde os recursos computacionais que utilizamos, cada vez mais, extrapolam os limites do nosso computador de casa ou do trabalho. Isso pode ser um grande benefício para o usuário final, mas um pesadelo para os gestores de segurança em TI.







caleo | Carlos Leonardo S. Mendes


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